Interoperabilidade entre LILACS e FI

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Interoperabilidade é a integração e comunicação entre as fontes e fluxos de informação, tanto entre suas instâncias como entre estas e outras redes associadas. [Guia da BVS 2011)

A interoperabilidade entre as fontes e fluxos de informação é determinante para a convergência dos dados e conteúdos produzidos e operados pelas instâncias geográficas e temáticas da BVS de forma descentralizada numa única rede. A interoperabilidade é portanto, uma diretriz estratégica para a sustentabilidade do marco de operacional de trabalho em rede da BVS.

Seguindo este modelo conceitual, a BVS integra e interopera metodologias e tecnologias por meio de sistemas de informação de forma colaborativa. Os sistemas são organizados em camadas, ou níveis de processamento, esquematizados a seguir:

nível dado – contém os arquivos ou bases de dados com os registros de conteúdos. Os arquivos de dados estão acessíveis baseando-se em protocolos de acesso aberto, o que permite sua indexação por mecanismos de busca ou indexadores;

nível índice – contém os arquivos de índices para recuperação dos dados organizados nos sistemas ou bases de dados. Essa camada é representada por diferentes indexadores aplicados aos mesmos arquivos de dados.

nível interface – conjunto de diferentes interfaces, na maioria páginas Web, mas incluindo-se também telefonia móvel, TV digital, entre outros, que acessam os índices para recuperação e navegação nos conteúdos. As interfaces são, portanto, ilimitadas em número e formatos de apresentação.

Interoperabilidade.jpg

Níveis de interoperabilidade

Segundo Arms (2002) citado por Fusco (2010), a interoperabilidade tem como objetivo desenvolver serviços coerentes para os usuários, utilizando recursos informacionais que são tecnicamente diferentes e gerenciados por variadas organizações. Isto requer acordos de cooperação em três níveis:

Niveis interoperabilidade.jpg

Conforme Fusco (2010)

Do ponto de vista da interoperabilidade de informações é necessária a compreensão de três níveis de características no intercâmbio
das informações: semântico, estrutural e sintático.
a) Nível Semântico
Este nível permite entender o significado de cada elemento descritor do recurso em conjunto com as associações nele embutidas.
Segundo Moura (2002), o uso de vocabulários específicos, ontologias e/ou padrões de metadados são essenciais para assegurar esse
tipo de interoperabilidade.
De acordo com Marino (2001), existem dois subníveis no nível semântico:
• Epistemológico: relacionado ao significado dos elementos descritores do formato e das relações nele existentes;
• Ontológico: relacionado ao uso de ontologias, vocabulários controlados e padrões de metadados para o estabelecimento dos
significados dos dados representados.
Como exemplo desse nível de interoperabilidade pode-se destacar os campos que têm o mesmo significado entre elementos descritivos de
padrões de representação como o MARC21.
b) Nível Estrutural
Este nível estabelece cada elemento componente de um padrão de metadados, descreve os seus tipos, a escala de valores possíveis para
esses elementos e os mecanismos utilizados para relacionar esses elementos de modo a que possam ser processados de forma automática.
Como exemplo pode-se destacar os padrões de metadados Dublin Core (DC) e MARCXML.
c) Nível Sintático
Barreto (1999, p. 85), afirma que “a sintaxe fornece uma linguagem comum para representar a estrutura dos metadados”. Este nível de
interoperabilidade define como os metadados devem ser codificados para a transferência de informações. Como exemplo apresenta-se a
linguagem XML (eXtensible Markup Language) na gerência da troca de informações.