Documento síntese I Reunion GT1 BVS6

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Relato da Reunião Virtual do Grupo de Trabalho 01 da BVS 6

Gestão e Redes de Colaboração

14 de agosto de 2012

Tema: “Como fortalecer e articular as redes nacionais e garantir a sustentabilidade para o desenvolvimento da BVS?”

Moderação: Maria Imaculada Cardoso Sampaio - Coordenadora da BVS Psicologia Brasil e BVS-Psi ULAPSI

Participantes:

A sessão contou com a participação de 17 países, 71 conexões, aproximadamente 90 pessoas

Introdução

A primeira reunião do GT1 teve como objetivo apresentar e discutir alternativas de ação para o fortalecimento e articulação das redes nacionais visando garantir a sustentabilidade para o desenvolvimento da BVS. Nesse sentido, Maria Imaculada, coordenadora da BVS Psicologia Brasil e BVS Psicologia ULAPSI (Regional) apresentou as ações desenvolvidas pela BVS PSI para cumprir com esse objetivo.

A apresentação destacou 3 grandes temas: um breve histórico de desenvolvimento da BVS, o modelo de sustentabilidade da BVS PSI e os desafios para consolidação da rede regional da BVS Psi.

A BVS-Psi ULAPSI é o resultado da sociedade entre as entidades de Psicologia dos países latino-americanos, sob a coordenação da União Latino-americana de Entidades de Psicologia, o Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e o Centro Latino-americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde – Bireme. Trata-se de um projeto político da Psicologia Latino-americana.

Para o desenvolvimento da BVS a integração dos diversos atores na área se dá em diferentes espaços: - Rede de Bibliotecas da Área de Psicologia para apoiar a manutenção e orientação ao uso e divulgação das Bibliotecas Virtuais de Psicologia. - Rede de Editores de Revistas e Livros de Psicologia que alimentam e utilizam a rede de fontes de informação das Bibliotecas Virtuais de Psicologia. - Redes de Escolas de Psicologia que encontram na BVS-Psi o conhecimento qualificado para a formação de seus alunos. - Rede de Entidades de Psicologia membros do Comitê Consultivo da BVS-Psi, que orientam sua construção e a promovem diante de seus associados.

Além das diretrizes do Comitê Consultivo, a gestão da BVS-Psi é feita pela coordenação técnico-científica, composto por bibliotecários e psicólogos que definem as estratégias de trabalho e orientam as ações da BVS-Psi. Os planos de trabalho são embasados na Matriz de Responsabilidades que atribui os compromissos na gestão das fontes de informação, e demais componentes da BVS e seu portal.

Segundo o modelo da BVS, as instancias de Psicologia tem buscado alternativas para sua construção e manutenção:

  • No Brasil, a BVS-Psi é mantida pelo Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo e pelo Fórum Nacional das Entidades da Psicologia Brasileira, que tem no Conselho Federal de Psicologia o seu grande mantenedor;
  • Na Argentina, o Comitê Consultivo busca a formação de uma Associação que assegure a manutenção da BVS-Psi.
  • Na Colômbia, a BVS-Psi está sob a responsabilidade da Associação de Escolas de Psicologia (ASCOFAPSI).
  • No Uruguai, o Comitê Consultivo possui cotas que são repassadas para a manutenção da BVS-Psi.
  • No Paraguai e Peru o Comitê Consultivo busca caminhos que garantam a sustentabilidade da Biblioteca Virtual.
  • No México, há um grande esforço para se construir uma rede de colaboração que dê início a BVS-Psi.

Tópicos da sessão:

Os principais desafios para a consolidação das instâncias de BVS existentes e construção de novas instancias estão diretamente ligados ao apoio político, sustentabilidade e conformação de redes de colaboração:

1. Em relação ao apoio político, necessitam de maior penetração junto aos conselhos profissionais, entidades e instituições de ensino. Profissionais de saúde devem se apoderar da BVS e se sentir responsáveis por sua existência.

2. Quanto à sustentabilidade, as instituições coordenações de cada instancia devem preparar projetos para obtenção de verbas externas, mas precisam assegurar a manutenção da BVS nas planilhas orçamentárias das instituições que as mantém. Criar Associações de BVS, também pode ser uma alternativa viável.

3. Quanto à conformação de redes de colaboração, o engajamento e sentimento de pertencimento fazem a diferença. Os bibliotecários, informáticos e demais profissionais envolvidos na gestão, manutenção e capacitação para o uso devem ter em mente que a BVS não pode prescindir de seu trabalho, uma vez que sem ele a rede esmorece e cai em apatia que poderá levá-la à morte. A rede precisa ser animada, assim, do coordenador é esperado espírito de liderança, conhecimento de técnicas de gestão e uma grande dose de generosidade, pois grande parte do seu tempo será aplicada no trabalhar para a rede avançar.

Recomendações:

Considerando o modelo da BVS Psicologia e as sugestões encaminhadas pelos participantes da reunião, as principais recomendações para que se possa fortalecer e articular as redes nacionais são:

  • Assegurar o apoio político ao projeto por meio de financiamento;
  • Apostar em um apoio técnico e em rede para a sustentabilidade da BVS;
  • Propiciar a visibilidade e apoio dos usuários;
  • Ampliar a divulgação da BVS em diferentes instancia de produção de informação: universidades, pesquisadores, editores, etc;
  • Analisar as prioridades políticas e epistemológicas em saúde da região e desenvolver um plano de ação que atenda e essas prioridades;
  • Comitê consultivo atuando nos processos de promoção da BVS visando sua valorização;
  • Desenvolver serviços de disseminação dirigida a perfis específicos;
  • Promover uma maior interação entre os coordenadores da rede LILACS com as BVS Nacionais;
  • Estabelecer novas alianças com instituições responsáveis pela produção e disseminação da informação;
  • Promover mais ações de capacitação na gestão e uso das fontes de informação.