Documento síntese III Reunion GT1 BVS6

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Relato da III Reunião Virtual do Grupo de Trabalho 01 da BVS6

Gestão e Redes de Colaboração

25 de setembro de 2012


Tema: “Como a rede BVS pode colaborar para políticas de informação e saúde?”

Participantes: 45 conexões na sala Elluminatte provenientes de 16 países (AR, CR CU, BR, PY, RD, ELS, UY, GUA, GUY, HON, EC, MX, PE, BO, NI).


Moderadores:

Dra. Regina Ungerer, Coordenadora da Rede ePORTUGUÊSe, Organização Mundial da Saúde (OMS) - Departamento de Gestão e Intercâmbio do Conhecimento

Dr. Jorge O. M. Barreto, Me, Dr(c), Secretaria Municipal de Saúde de Piripiri, Brasil; Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (CONASEMS), Brasil


Introdução

A terceira reunião do GT1 teve como objetivo apresentar e discutir alternativas de atuação da BVS na elaboração e fortalecimento de políticas de informação e saúde.

Neste sentido, com a moderação de Cláudia Guzzo, Coordenadora MIP/PFI na BIREME/OPS/OMS a reunião teve a abertura da BIREME e uma apresentação de Verônica Abdala, Gerente SCI na BIREME/OPS/OMS e que discorreu sobre “Recursos y fuentes de diseminación del conocimiento científico en salud y recursos de búsqueda y acceso a la evidencia”, onde destacou-se o uso de evidencias como fonte de informação para decisões nos sistemas de saúde.

Na sequencia Dra. Regina Ungerer fez sua explanação sobre como a rede BVS pode contribuir para a formulação de políticas de informação e saúde, com ênfase nos países de língua portuguesa a partir das experiências da Rede BVS ePortuguêse. A apresentação deu a conhecer um pouco da realidade dos países de língua portuguesa e as dificuldades encontradas pelos profissionais de saúde destes países de África (Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe) e Timor Leste no que concerne o seu acesso à BVS e ao desenvolvimento de pesquisas em saúde em seus países. Destacou-se que apesar dos países de língua portuguesa terem uma baixa conectividade e falta de cultura de acessar a Internet, todos progrediram bastante no desenvolvimento e uso de suas BVS que passou a ser motivo de união entre eles, mesmo com indicadores de desenvolvimento, taxas de alfabetização e expectativa de vida ao nascer relativamente baixas. Deste modo, os profissionais de saúde destes países começam a ver os benefícios e o potencial que esta BVS tem para aumentar seu acesso à informação científica e a BVS é impulsionada com o apoio dos Ministros da Saúde e dos escritórios de representação da OMS local.

Na última apresentação desta seção, Dr. Jorge Barreto ressaltou as possibilidades das políticas de informação em saúde apoiar a formulação de políticas de saúde informadas. A perspectiva adotada foi a do tomador de decisão como um potencial ‘consumidor’ de informação/conhecimento. A apresentação explorou as questões relacionadas com o ‘know-do-gap’ e o papel das redes de informação no processo de tomada de nas políticas de saúde.

Após as apresentações, foi realizada a sessão de perguntas e debates entre os membros do grupo de trabalho.


Tópicos da sessão:

Os principais temas abordados na terceira reunião do GT1 podem ser assim resumidos:

  • Apesar do grande volume, existe baixa representatividade de contextos locais nas publicações que estão registradas e acessíveis nas bases de dados científicas. Há também uma carência de sínteses e revisões sistemáticas de qualidade para muitos dos problemas de saúde.
  • Existe uma lacuna na conexão entre os setores sociais envolvidos com a produção do conhecimento científico (pesquisa/academia) e com a tomada de decisão no âmbito das políticas públicas de saúde.
  • A tomada de decisão informada por evidências nas políticas de saúde exige a mediação de ferramentas que facilitem e/ou criem ambientes favoráveis ao desenvolvimento de competências para o uso do conhecimento científico, visando o aprimoramento dos resultados sociais das políticas.
  • As redes de informação que promovem ambientes democráticos e abertos de acesso à informação, tais como a BVS, têm o papel de viabilizar a conexão entre a pesquisa e a política, representando um lugar de ‘encontro prolífico’ entre estes setores da sociedade.
  • É necessário ampliar esforços institucionais para apoiar os processos de ‘tradução do conhecimento’ (knowledge translation), que significa tornar acessível o conhecimento em termos semânticos. Diferentes audiências exigem linguagens diferenciadas.
  • Em alguns países a BVS ainda é restrita aos profissionais diretamente envolvidos com o seu desenvolvimento e falta apoio, assim como recursos financeiros e humanos para impulsionar seu desenvolvimento.
  • As etapas-chave das políticas de saúde incluem o diagnóstico de necessidades, formulação de estratégias, execução de ações (implementação) e avaliação de resultados. As redes de informação possuem papel central em todas essas etapas, mas a visibilidade sobre dos potenciais benefícios ainda é insuficiente para garantir que esse papel seja concretizado;


Desafios / Recomendações

Frente a estes aspectos, foram colocados os seguintes desafios e recomendações:

  • Superar o conceito de informação ‘disponível’ para tornar o conhecimento acessível e aplicável mediante a concepção e desenvolvimento de plataformas de ‘tradução do conhecimento’ (knowledge translation);
  • Promover, por meio da BVS, a cultura de uso das evidencias não gestão e em todos os niveis de tomada de decisão;
  • Trabalhar em conjunto com outras redes e iniciativas que são parte ativa dos processos de tomada de decisão nos países, como EVIPnet por exemplo, e fortalecer permanentemente estas alianças;
  • Promover la elaboración de síntesis y revisiones de calidad disponibles en los problemas de salud y disponibilizar las mismas en la BVS;
  • Incluir as ‘evidências científicas globais’ como subsídio do processo de tomada de decisão de forma sistemática, transparente e equilibrada com ‘as evidências locais’, considerando ainda que diversos são os fatores que influenciam esse processo;
  • Integrar as redes de informação ao contexto da tomada de decisão nas políticas facilitando o ‘consumo’ da informação, mediante a reestruturação dos repositórios, simplificação de ferramentas de busca e inclusão de conteúdos temáticos sintetizados e de qualidade previamente avaliada;
  • Garantir a ampliação e sustentabilidade da BVS nos países como rede (pro)ativas/colaborativas para a democratização do acesso e uso do conhecimento científico / institucional. É importante a garantia de recursos financeiros e do trabalho em rede de universidades, centros de pesquisa, órgãos governamentais e das Representações OPAS/OMS nos países para garantir este desenvolvimento;
  • Usar os determinantes da agenda dos governos como janelas de oportunidades para o desenvolvimento de projetos de informação em saúde para promover a e basar a tomada de decisão em saúde;
  • Promover e monitorar o uso local do conhecimento global, especialmente na etapa de implementação das políticas de saúde. Há um grande potencial não explorado de expansão sustentável das redes de informação em saúde mediante a inserção do nível local;
  • Inserir gradativamente profissionais de informação como parte das equipes de processos de apoio à tomada de decisão. Estes profissionais devem ser capazes de sintetizar e fornecer informações nos melhores níveis de evidência possível para os profissionais e gestores da saúde;
  • Fomentar parcerias com associações profissionais entre os países para apoiar a troca de informação e capacitação de recursos humanos;
  • Garantir para BVS um modelo de gestão flexível, compreendendo que nem todos os países tienen el mismo grado de desarrollo, y el modelo deve considerar estas realidades;
  • Realizar eventos nacionais em prol da formulação e fomento à políticas de informação em saúde, promovendo a BVS a importância de seu trabalho nestes contextos.