Atualização da Metodologia LILACS para novos padrões e tipos documentais

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Nos anos 70 e 80, a BIREME era responsável pela disseminação seletiva de informação e pesquisa bibliográfica em bases de dados nos países da AL&C. Na instituição, eram realizadas atividades como a indexação da produção científica e oferecidos os serviços de acesso a documentos, a comutação bibliográfica (empréstimo entre bibliotecas).

Neste contexto, em 1978, foi criado o Index Medicus Latino-Americano (IMLA) como produto principal da função da BIREME como centro de informação e indexação.

O controle bibliográfico e dos serviços de informação científica e técnica em saúde que eram feitos pela BIREME começaram então a serem descentralizados, conformando o Sistema Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde.

A LILACS surge em 1985 neste contexto, como índice bibliográfico da produção científica e técnica em saúde da AL&C, uma evolução do IMLA.

Seu desenvolvimento baseou-se no MEDLINE da National Library of Medicine (NLM) dos Estados Unidos e principalmente no modelo de sistema bibliográfico em rede DOCPAL (Documentação em População) desenvolvido pelo então Centro Latino-Americano de Demografia (CELADE) da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (ECLAC), com o apoio do International Development Research Centre (IDRC).

O desenvolvimento da LILACS foi acompanhado da incorporação do sistema ISIS de gestão de bases de dados bibliográficas, então desenvolvido e mantido pela UNESCO e pelo IDRC.

A LILACS teve início com o seu primeiro registro ingressado em outubro de 1985, sua operação online foi efetivada a partir de abril de 1986 por meio de tele-processamento via rede pública de dados. A partir de 1994 a LILACS foi disponibilizada para acesso na Internet com interface a modo texto, em 1996 em interface Web. Assim, a LILACS representou uma evolução e uma expansão do antigo IMLA (Index Medicus Latino-Americano), que foi produzido de modo centralizado pela BIREME entre 1978 e 1988, indexando artigos de revistas científicas da região. LILACS avançou o pioneirismo do IMLA em três grandes sentidos: Primeiro, ao ampliar o escopo dos tipos de literatura, incluindo além das revistas, monografias, teses e documentos não convencionais; Segundo, ao descentralizar a coleta, seleção, descrição bibliográfica e indexação para os centros cooperantes dos países da AL&C; Terceiro, ao utilizar a metodologia UNISIST Reference Manual (UNISIST, 1980) de estruturação de registros bibliográficos para índices bibliográficos e no lugar de catálogos de bibliotecas, seguindo a adaptação feita pelo CELADE (CEPAL/ONU) para a sua base de dados DOCPOP (Documentação em População). Tecnologicamente, a operação foi baseada no sistema CDS/ISIS da UNESCO que operava nos recém-lançados computadores de mesa. A operação descentralizada da LILACS significou um avanço extraordinário para o desenvolvimento das capacidades nacionais da AL&C no campo da indexação de literatura científica. Hoje, mais de 630 centros de 27 países cooperam com a produção da LILACS e praticamente todos os países da AL&C contam com capacidade para a construção, operação e uso de índices bibliográficos (PACKER, 2005).

O caráter inovador da LILACS foi aportado em grande parte por iniciativas externas à área de saúde, incluindo uma nova estrutura de rede, formato bibliográfico orientado a centro de informação: a revolucionária tecnologia CDS/ISIS baseada em microcomputadores A adoção dessas iniciativas foi possível graças a projetos de desenvolvimento financiados pelo IDRC Canadá, pela Fundação Kellog, pela colaboração da UNESCO e pelos desenvolvimentos realizados no CELADE (CEPAL/ONU).


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Referências

BIREME/OPS/OMS. LILACS: uma história de inovações. São Paulo: 21/12/2009 atualizado 19/11/2010.

BIREME/OPS/OMS. LILACS completa 20 anos online. São Paulo: 30/03/2006 atualizado 31/03/2006.